Como a cultura de igualdade na área dos Recursos Humanos vem empoderando as mulheres

 

As empresas vivem tempos de inovação, onde processos automatizados e novas ferramentas, aliadas a um mindset cada vez mais voltado para a cultura de igualdade e empoderamento feminino no ambiente de trabalho, criam um cenário corporativo completamente novo, onde a cultura de equalidade finalmente aponta ao horizonte.

 

A mulher passou de ser vista como apenas uma figura sensível, engajada e empenhada no trabalho para um cenário de sororidade, sendo assim mais valorizada, conquistando um lugar extremamente importante no mercado de trabalho e na sociedade, ocupando, por diversas vezes, os melhores cargos em uma empresa.

 

As atitudes diferenciadas é que fazem a diferença. Mulheres são mais proativas, criativas, estabelecem objetivos a longo prazo e planejam tudo isso com maestria, além de serem persistentes e engajadas no alcance de metas, superando diariamente a disparidade e dificuldades relativas às diferenças no mercado de trabalho.

 

A competência, entrega, conhecimento técnico e habilidades como a resiliência se mostram cada vez mais como diferenciais do “sexo frágil” quando assumem, por competência cargos de liderança, como nas áreas de: recursos humanos, finanças, gerências e diretorias.

 

Segundo estudos voltados a entender esse novo cenário plural, na área da tecnologia da informação e seguros, que anteriormente eram vistas como algo masculino, com menor presença das mulheres, também já mostram diferença. Já em outros setores como bancos, as mulheres sempre foram à maioria em áreas de relacionamento e investimento. Somente no setor de RH que, historicamente é reduto feminino, apresentaram queda no percentual de contratações de mulheres.

 

Esse aumento no índice de homens compartilhando vagas nos departamentos voltados para a gestão de pessoas deve-se a grande parte à essa alteração de mindset das empresas para que encarem os novos desafios como uma oportunidade de maior interação entre as diferentes personas dentro desses departamentos.

 

De acordo com uma pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a área de Recursos Humanos registra  mais de 180 mil trabalhadores.

 

Segundo pesquisa do Mercadômetro, as mulheres ainda são maioria na área, representando cerca de 75,2% dos trabalhadores do setor. Um número que reúne 84.146 profissionais mulheres atuando na gestão, administração e outras funções no RH. O cargo que apresentou a maior concentração de mulheres foi o de psicólogo do trabalho, onde nove em cada dez posições são ocupadas por mulheres.

 

A pesquisa ainda separou os dados em três departamentos: Recursos Humanos (RH), Medicina do Trabalho (MT) e Segurança do Trabalho (ST) – modelados a partir das informações apresentadas através do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) em consonância com dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais). Em nível nacional estas áreas empregam mais de 420 mil profissionais. Sendo que o RH representa 61%, Segurança do Trabalho 34% e Medicina do Trabalho 5% do total de vagas ocupadas.

 

A área de RH possui 189.893 profissionais, deste total 23,81% são ocupados por gestores e cargos de liderança.

 

Analisados por região, o Sudeste é responsável por 58,32% destes postos de trabalho. Em seguida, estão a região Sul, ocupando 15,89%, Nordeste 13,81%, Centro Oeste 7,88% e a Norte 4,11%.

 

Veja o gráfico que mostra a distribuição por área de profissionais por região:

gráfico quantidade de profissionais por região

O poder de uma cultura de igualdade no local de trabalho pode impulsionar a mentalidade de inovação dos funcionários de uma maneira incrivelmente importante, onde as referências de idade ou orientação sexual pouco importam, gerando uma catarse, o que impulsiona o aumento da mentalidade de inovação. Esse cenário é visto em diversas empresas pelo mundo. Inclusive grande corporações.

 

Um exemplo de uma empresa comprometida e beneficiada por uma cultura de igualdade é a Mastercard. Suas ações subiram mais de 35% no ano passado e a empresa está crescendo rapidamente tanto no Brasil quanto no exterior. Ajay Banga, CEO e presidente da Mastercard, comenta sobre igualdade:

 

“A diversidade é construída no núcleo do que fazemos”, diz Banga. De fato, a empresa possui o dobro do número de mulheres na liderança que outras empresas do S&P 500.

 

E complementa: “Estamos em uma indústria onde a tecnologia e a inovação fluem ao seu redor o tempo todo. Se você se cercar de pessoas que se parecem com você, andam como você, falam como você, foram para as mesmas escolas que você e tiveram as mesmas experiências, você terá os mesmos pontos cegos que elas. Você perderá as mesmas tendências, curvas na estrada e oportunidades”.

 

Para Banga, é sobre estar presente para os colaboradores e gerar confiança entre eles. A confiança, diz ele, gera inovação: “Se você quer que as coisas aconteçam, todo mundo precisa estar aberto e confiante”.

 

E a sua empresa? Como direciona investimentos e políticas voltadas a igualdade e inovaçãoIndique novas práticas e comente aqui o que você acredita ser importante nesse processo de maior equidade na sua empresa.