A responsabilidade social da empresa na conscientização da equipe

Para que a empresa exerça bem essa responsabilidade, precisa contar com o engajamento de todos.

Não é obrigação, mas os ganhos de uma empresa com responsabilidade social são vivenciados diariamente. Este conceito está relacionado a um ato voluntário dos empresários que, preocupados com a construção de uma sociedade melhor, acabam refletindo as boas ações nos próprios colaboradores.

 

Em 2010, a International Organization for Standardization – ISO, entidade que coordena a elaboração de normas técnicas Internacionais de diversos assuntos, publicou a ISO 26000 – Diretrizes sobre Responsabilidade Social, que aplica-se a todos os tipos e portes de organizações: privadas, públicas ou sem fins lucrativos, sejam elas pequenas, médias ou grandes. O Brasil também possui uma norma sobre Responsabilidade Social, a ABNT NBR 16001, que traz uma série de requisitos obrigatórios para quem declarar segui-la. Por conta disso, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) desenvolveu um Programa de Avaliação da Conformidade específico para essa norma, o Programa Brasileiro de Certificação em Responsabilidade Social (PBCRS).

 

A responsabilidade social não se trata de um mero assistencialismo. A empresa envolve-se constantemente com causas importantes e necessárias. Além do público assistido, os clientes também tornam-se mais fiéis, aumentando a capacidade competitiva e inovadora da empresa. E quem é que não gostaria de trabalhar em uma empresa com esta visão? As empresas socialmente responsáveis possuem um maior nível de satisfação por parte dos seus colaboradores. Muitas pessoas, quando podem optar, utilizam essa questão como fator decisivo na hora de escolher onde trabalhar.

 

Por outro lado, para que a empresa exerça bem essa responsabilidade, precisa contar com o engajamento de todos, onde os colaboradores são também agentes multiplicadores desses valores. Desta forma, não basta apenas executar alguns projetos sociais, é necessário que trabalhe-se também na mudança da cultura da organização.

 

A evolução do conceito de responsabilidade social, no Brasil, é visível. Essa visão chegou ao país em 1975 por meio da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE), através da publicação da “Carta de Dirigentes Cristãos de Empresas”. No final da década de 70 e durante a década de 80, a Fundação Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social (FIDES) se destaca por criar um modelo de Balanço Social com estrutura adaptada a realidade do Brasil. Em 1984, a empresa estatal NITROFÉRTIL, da Bahia, foi considerada a primeira empresa a lançar um documento de caráter social com o nome de Balanço Social. E foi a partir da década de 90 que algumas organizações começaram a levar a sério o documento.

 

Os benefícios obtidos pela empresa socialmente responsável são muitos. Entre eles destacam-se uma melhora na reputação da marca, mais investidores, aumento da credibilidade, confiança do mercado, maior capacidade de atrair talentos para a empresa e uma elevação do engajamento dos colaboradores, que estarão mais comprometidos com o sucesso do negócio. Com tudo isso, você sabe quem é o maior beneficiário dessas empresas? A sociedade como um todo.